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Este foi o primeiríssimo despertar que Sri Bhagavan teve da condição humana e que deu forma a Seu trabalho. Sri Bhagavan 
sentiu que a consciência humana era capaz de experiências de realidade muito mais vastas e ricas do que as vivenciadas hoje. 


Reconduzir o homem à magnificência e ao esplendor de seu estado natural tornou-se a paixão de Sri Bhagavan.
A natureza da existência é a celebração. Ela é imantada por qualidades auspiciosas como amor, compaixão, conexão e silêncio.
A consciência humana está aprisionada por conceitos, idéias, condicionamentos e construções mentais. Sri Bhagavan observa que “quando a consciência torna-se livre de todas estas contaminações, o que permanece é Vida, pura Consciência ou Deus”.
Assim, Sri Bhagavan define Iluminação ou Unidade como a “liberação da própria Vida”.
Esta “liberdade total ou incondicional”, a qual Sri Bhagavan se refere, é elucidada no seguinte verso sobre Iluminação:



Essencialmente, iluminação significa “viver a vida”. As escrituras definem um ser iluminado como alguém capaz de ter controle sobre seus sentidos.
Para Sri Bhagavan, a iluminação é a liberação dos sentidos, ou melhor, a liberação dos sentidos dos jogos da mente. A mente com seus julgamentos e comentários interfere com toda percepção sensorial, tornando-a estática, sem vida.
Se não fosse por esta interferência da mente, o sistema nervoso humano seria capaz de gerar bem-aventurança através de toda experiência sensorial, fosse ela ver, ouvir, cheirar, saborear ou tocar, independentemente do objeto da experiência.
Portanto, alguém que tenha atingido esta liberação transcende a vida da mente e experiencia a vida dos sentidos.
O Self é a sensação de separação. Sempre que o “eu” e o “outro” estão presentes, o resultado é o medo – medo do que o mundo exterior tramaria contra mim.
A luta pela sobrevivência, a comparação, o ciúme, o ódio e todo o resto nascem a partir do medo. Sri Bhagavan explica que “o Self é apenas um conceito”.
Por definição, um conceito é algo que não existe em termos concretos, sendo meramente uma ilusão.


A idéia mais comum sobre a liberdade da mente é a paralisação da mente, quando se entra em um estado de “não pensamento”, ou sua transformação, quando a mente experiencia uma liberdade e uma paz interiores muito maiores.
A liberação sobre a qual Sri Bhagavan se refere não tem nada a ver com as idéias acima, mas, sim, com o fim de todo esforço para parar ou mudar a mente.
Então, você é livre com a mente. A mente com seus conteúdos tem vida independente, sendo apenas um instrumento para auxiliá-la (o) nos aspectos práticos do dia-a-dia, sem interferir com a vida propriamente.

Quando Sri Bhagavan fala sobre a liberação do conhecimento, Ele se refere à liberação da servidão do conhecimento, e não do conhecimento em si. Quando o conhecimento não é traduzido em uma experiência, ele se torna um obstáculo para a própria experiência que você decidiu vivenciar. O conhecimento como obstáculo para a experiência da vida é um fardo e uma servidão. Por isso, deve ser liberado.
As idéias de comunismo, capitalismo, equalidade, nacionalidade, religião etc. foram desenvolvidas através dos séculos.
Tais idéias e conceitos têm vida própria e se utilizam da vida de cada um de nós para sua própria sobrevivência. Elas são implantadas em você, como um “chip-pensamento”, e dão cor a cada experiência de vida.
A liberação dos condicionamentos não significa se libertar de idéias ou conceitos, mas ser livre para escolhê-las em questões funcionais da vida.
Fundamentalmente, o homem está preso ao conceito de “liberdade”.
Ele acredita que a liberdade é atingida quando ele se rebela contra o status quo e as normas da sociedade.
“Liberdade” é, essencialmente, um estado interno de existência, onde você não mais é dominado pelo medo. Assim, não há sensação de asfixia ou de resistência contra quaisquer estruturas, leis ou valores impostos pela sociedade.
Liberdade não é uma revolta contra alguma coisa; é um estado de consciência sem polaridades.
Sri Bhagavan estabelece uma diferença entre atividade e ação.
Atividade é uma fuga do vazio interno ou da dor da existência. Ela é exercitada como um meio para se atingir um fim. Você trabalha, dirige, cozinha, limpa, reza, porque uma necessidade psicológica permeia tudo que você deseja realizar.
A ação, por outro lado, é onde o fim ou o propósito existem em um sentido físico, mas não psicológico. A experiência é o fim por excelência.
Ela provém de um estado interno de alegria e liberdade. Enquanto o ser iluminado também trabalha, ele é livre da tirania do trabalho. FONTE: http://www.onenessuniversity.org Tradução: Ivana Hoch

Libertar o homem é a única paixão 
de Sri Amma Bhagavan. 


Esta visão permeia toda atividade do Movimento da Unidade e suas origens remontam ao tempo em que Sri Bhagavan tinha três anos de idade. Sri Bhagavan sempre percebeu o Universo como uma extensão Dele mesmo. Sua consciência sempre foi assim.
À medida que Bhagavan começou a se relacionar com as pessoas, Ele percebeu que elas não vivenciavam o mundo da mesma forma que Ele o fazia. Ele compreendeu que elas se sentiam separadas do resto do mundo, e que esta sensação de separação era a causa de todo o sofrimento humano.