O lugar onde nascemos e a família que
escolhemos são peças importantíssimas deste
processo. Por isso essa pequena biografia.
Nasci numa cidade ventosa à beira-mar
chamada Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Foi
numa família pequena e modesta, profunda e densa nas suas histórias de
sofrimento e de humor simples e leve, que tive minha primeira iniciação:
o encantamento pela alma do ser humano.
A partir de então, muitas outras iniciações vieram, de todas as formas, de maneira
que eu sempre tivesse que entender com humor e leveza os obstáculos que
enfrentava. Nisso, o nome que ganhei quando iniciada no refúgio do Budismo
Tibetano foi um marco para mim: Karma Tigme Chödrön, que significa Luz do
Dharma sem Medo.
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A minha imensa gratidão aos Mestres Sri. Amma e Bhagavan,
que amorosa e suavemente deram a mão para a minha criança
ferida e Me mostraram o caminho da Unidade.
Na Índia, terra dos sentidos, plantaram Seus Pés de Lótus no
meu coração e a energia deeksha nas minhas mãos para
que, FELIZ, pudesse ser canal da Luz Dourada.
A cura do cérebro da separação do Todo, do Divino que há em
cada ser humano e da sombra causada pelas cargas negativas
impressas pelas vivências de dor do passado, inclusive ancestral,
está se tornando real na minha vida...
O outro foi ter conhecido, já no Rio de Janeiro, um pouco da história e da obra de meu primo paterno em segundo grau -
Aparício Fernando de Brinkerhoff Torelli, o Barão de Itararé. Minha afinidade vai além da Medicina – faculdade que cursamos -
eu até o final.
Somente há três anos comecei a escrever. No entanto, ao criar cada poema e texto de teatro, sinto-me tomada de semelhante
grau de observação pelo ser humano, que identifico em sua obra.
Não sei se estas qualidades são genéticas, mas não importa...
Para matar a saudade do seu humor, este espaço presta-lhe essa homenagem!
Abaixo algumas MÁXIMAS DO BARÃO para você:


Não sei se posso chamar de iniciação o que tive com essas duas pessoas que não conheci, mas os tenho como referenciais,
então...
Um deles foi através de um livro, ou melhor, três. O que tem de tão significativo neles é a conexão que sinto ter com a autora:
uma monja norte-americana chamada Pema Chödrön.
Seus livros, suas palavras, tocam minha alma e meu coração como se ela tivesse escrito minha própria experiência de vida.
Portanto, foi numa livraria que encontrei a irmã budista - como a chamo carinhosamente.
Agradeço ter sua energia acessível por meio dos seus livros sempre que necessito iluminar algum aspecto e mim mesma.
No início fiquei atordoada: Porque será que eu tinha explícito o medo no meu nome?
Para responder às minhas dúvidas e questionamentos comecei a vivenciar situações em que me deparei com o medo de
mudar, medo de não ser compreendida, medo de ser traída, medo do abandono, medo de não ser apoiada...
Precisei de um bom tempo para começar a parar de resistir e lutar e me render. Hoje estou atenta: sei que os tenho como
companheiros de consciência e fonte de vida e de aprendizado.