O   lugar    onde   nascemos   e   a   família   que 
                                                                    escolhemos são peças importantíssimas deste
                                                                    processo.   Por   isso   essa  pequena  biografia.
                                                                    Nasci    numa    cidade    ventosa    à   beira-mar
                                                                    chamada Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Foi
numa   família   pequena   e   modesta,   profunda   e   densa   nas   suas histórias de
sofrimento   e   de   humor   simples   e   leve,   que   tive   minha   primeira   iniciação:
o  encantamento   pela   alma   do   ser   humano.

A  partir  de  então,  muitas outras iniciações vieram,  de todas as formas, de maneira
que  eu   sempre   tivesse   que  entender  com  humor  e  leveza  os  obstáculos  que
enfrentava.   Nisso,   o  nome  que  ganhei  quando  iniciada  no  refúgio  do  Budismo
Tibetano  foi  um  marco  para  mim:   Karma  Tigme  Chödrön,  que  significa  Luz do
Dharma  sem  Medo. 
Nome

 

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Copyright © 2006 CURARTE.COM - Todos os Direitos Reservados - Melhor Resolução 800x600 pixels                              Por Bianca Giacomelli e Cleber Amorim
A minha imensa gratidão aos Mestres Sri. Amma e Bhagavan, 
que amorosa e suavemente deram a mão para a minha criança 
ferida e Me mostraram o caminho da Unidade. 

Na Índia, terra dos sentidos, plantaram Seus Pés de Lótus no 
meu coração e a energia deeksha nas minhas mãos para 
que, FELIZ,  pudesse ser canal da Luz Dourada. 

A cura do cérebro da separação do Todo, do Divino que há em 
cada ser humano e da sombra causada pelas cargas negativas
impressas pelas vivências de dor do passado, inclusive ancestral, 
está se tornando real na minha vida... 
O  outro  foi  ter  conhecido,  já  no  Rio  de  Janeiro,  um  pouco  da  história e da obra de meu primo paterno em segundo grau -
Aparício Fernando de Brinkerhoff Torelli, o Barão de Itararé. Minha afinidade vai além da Medicina – faculdade que cursamos -
eu   até   o   final.
Somente  há  três anos comecei a escrever. No entanto, ao criar cada poema e texto de teatro, sinto-me tomada de semelhante
grau   de   observação   pelo   ser   humano,   que   identifico   em   sua   obra.
Não   sei   se   estas   qualidades   são   genéticas,   mas   não   importa...
     
Para   matar   a   saudade   do   seu   humor,   este   espaço   presta-lhe   essa   homenagem!

     
 Abaixo   algumas   MÁXIMAS   DO   BARÃO   para  você:

Não sei se posso chamar de iniciação o que tive com essas duas pessoas que não conheci, mas  os  tenho  como referenciais, 
então...
Um deles foi através de um livro, ou melhor, três. O que  tem de tão significativo neles é a conexão que  sinto  ter  com  a  autora:
uma   monja   norte-americana   chamada    Pema Chödrön. 
Seus  livros,  suas palavras, tocam  minha  alma  e  meu  coração  como se ela tivesse escrito minha própria experiência de vida.
Portanto,     foi     numa     livraria     que     encontrei     a     irmã     budista    -    como    a    chamo    carinhosamente.
 Agradeço ter sua energia acessível por meio dos seus livros sempre  que  necessito  iluminar  algum  aspecto  e  mim  mesma.
No início  fiquei  atordoada:  Porque  será  que  eu  tinha  explícito  o  medo  no meu nome?
Para  responder  às  minhas dúvidas  e  questionamentos comecei  a  vivenciar situações em que me deparei com  o  medo  de
mudar,  medo de não ser  compreendida,  medo  de ser traída, medo do abandono, medo de  não   ser   apoiada...
Precisei de um  bom  tempo para começar a  parar  de  resistir  e  lutar  e me  render. Hoje  estou  atenta: sei que os tenho como 
companheiros de consciência e fonte de vida e de aprendizado.